A Fisioterapia No Tratamento da Endometriose

Conforme explicamos no post anterior, a endometriose é uma doença que afeta a mulher em idade reprodutiva, sendo caracterizada por implante e crescimento de tecido endometrial fora da cavidade uterina. Ela pode ser representada por uma afecção ginecológica comum, atingindo de 5-15% das mulheres no período reprodutivo e até 3-5% na fase pós-menopausa. Estima-se que o número de mulheres com endometriose seja de sete milhões.

Atualmente, existem vários tipos de tratamentos disponíveis, que vão desde os medicamentosos e procedimentos cirúrgicos, até a fisioterapia, que apesar de não ter o objetivo de curar a doença, atua minimizando diversos dos seus sintomas, melhorando a qualidade de vida da paciente.

Mulheres com endometriose sofrem com a doença durante anos até que o diagnóstico seja confirmado. Essa dor durante tanto tempo faz com que elas procurem instintivamente posturas para amenizar a dor. Mal sabem que essas alterações além de não ajudar, pioram e perpetuam a queixa. Muitas pacientes depois de tratadas, clínica ou cirurgicamente, continuam sentindo desconfortos. A boa notícia é que há saída. A fisioterapia tem diversos recursos para ajudá-las.

Sabendo, por exemplo, que um dos sintomas mais comuns é a dor pélvica, há técnicas de fisioterapia específicas para minimizá-la através da elevação da liberação de endorfinas. É possível trabalhar com exercícios direcionados, relaxar a musculatura da pelve, trabalhar posturas antálgicas (aquelas adotadas com o intuito de reduzir a dor), ajudar a lidar com a dor, desfazer o ciclo tensão-dor-tensão, prevenir incapacidades e restaurar as funções desejadas pela paciente. Assim é feito com diversos outros sintomas, como os urinários (as perdas urinárias, por exemplo), dores na relação sexual, cólicas menstruais, sintomas intestinais, dentre outros.

Antes de iniciar o tratamento é feita uma avaliação, na qual traçaremos os objetivos de cada paciente e a abordagem ocorrerá de acordo com os sintomas apresentados.

O mesmo deve ser feito com as pacientes que fizeram o tratamento cirúrgico. Muitas vezes, durante a cirurgia, é necessário fazer uma incisão mais profunda, que vai trazer diversas consequências para a paciente, que por sua vez, podem ser tratadas e resolvidas pela fisioterapia pélvica. O fato de a paciente fazer o tratamento cirúrgico não impede que surjam novos sintomas ou que os antigos reapareçam, sendo assim, é importante que elas façam ao menos uma avaliação de assoalho pélvico para entender melhor essa musculatura e prevenir que alguns sintomas apareçam.

Nos últimos anos muitas campanhas vêm sendo realizadas para orientar as pacientes a procurarem seu ginecologista assim que apresentarem os primeiros sintomas típicos da doença. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais rápido e eficiente é o tratamento e o mesmo acontece com a fisioterapia. Prevenir algumas dores, desconfortos e disfunções é de extrema importância.

Procure um profissional especialista no assunto! Faça uma avaliação e entenda melhor como funciona o seu corpo; consciência corporal é parte integrante de uma boa qualidade de vida. Aqui na Corpus temos profissionais mais do que qualificados para atendê-la. Entre em contato através da nossa Central de Atendimento (61) 3041-8778 ou agende sua avaliação aqui. Não há motivos para continuar sofrendo, não é mesmo?

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